sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Hello! Escada rolante foi feita para rolar

Dai-me paciência!

Essa é uma oração que por sorte não precisa ser mais diária na minha vida. Pelo menos não pelo motivo que me deixou irada muitas vezes, mas, de vez em quando ainda solto esse: "dai-me paciência".

Quem me conhece já sabe até que pode ter um complemento como: dai-me paciência, porque senão eu bato ou dai-me paciência, então vou te deixar falando sozinho, e por aí vai.

Mas veja só se não tenho razão de soltar essa prece quando tenho que me locomover de metrô pela cidade: escada rolante vai e vem sem parar, maior parte das vezes lotada, principalmente em horas de pico, mas, há uns fulanos que sismam de parar bem em frente a escada rolante ou na beiradinha lateral, batendo papo e quem está saindo ou entrando na escada rolante que se vire no espaço que deixaram livre.

Noutro dia uma senhorinha quase caiu, porque tropeçou no pé de uma das fulanas tagarelas, já assisti cena de um garoto esbarrar a mochila num fulano desses e o pobre coitado ainda levou bronca, mas quem estava no caminho? Pois é...

Dia desses, educadamente, pedi licença para poder entrar na escada rolante e o fulano paquerador ainda me olhou torto e falou para a fulana: - que sem noção!

Uau! Os fulanos estão parados bem na frente da escada rolante e eu que sou sem noção? 
Dai-me paciência!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Quem são mesmo essas pessoas?

Por Yara Verônica Ferreira


Fico impressionada com a quantidade de pessoas que possuem o tal registro de matrícula, só não entendi porque não perceberam que esse registro é falso.

O mocinho, no ápice de sua aborrescência entra, passa a catraca, joga sua mochila no chão literalmente deitada e se posiciona ao lado dela, virado de costas para a janela e os bancos nas laterais, bloqueando um espaço que daria para mais 2 pessoas se instalarem em um ônibus lotado, plena manhã de sexta-feira. Não bastasse querer esfregar esse registro de matrícula nos olhos de todos os presentes, ainda nos obriga a ouvir o som desagradável que emana de seu potente aparelho de som.

Uma pena presenciar cenas como essa todos os dias nos transportes públicos, que nem sequer são suficientes para atender tanta gente nesta cidade.

A idade tenra me sugere que no mínimo ele herdou esse tal registro de matrícula de alguém, é impossível que tenha conquistado sozinho,se nem bem acabou o ensino médio. Mas, herdado ou não, a verdade é que tem muitos cidadãos (se é que podemos classificar assim um ser que age desta forma) pensando que esse falso registro de matrícula lhes dá o direito de serem donos do mundo. Um dia alguém deve explicar para essas pessoas que esse registro é falso e que eles não são donos do mundo, quem sabe funciona.








sábado, 7 de julho de 2012

Ué! Para que serve então?

Não é que não consigo dormir?! Há muitas coisas que me deixam encafifada, a lista é grande, mas há dias olho para a tal acessibilidade que fizeram nas calçadas para que os cadeirantes e deficientes visuais pudessem locomover-se melhor e fico buscando compreender para que servem, se as calçadas continuam completamente disformes... Quem pode explicar isso se nem as pessoas normais conseguem andar nessas calçadas?

Uma das minhas alunas, a Letícia, até fez um trabalho de fotojornalismo e postou uma foto que fez em Guarulhos aqui:
http://jornalismo112.blogspot.com.br/2012/06/acesso-deficientes-em-local-inadequado.html, pela foto se tem ideia de uma das maluquices do tal projeto de acessibilidade que puseram em prática, não só em Guarulhos, mas em São Paulo também. 

Se eu for postar todas as imagens que vi desse tipo, garanto que o blogger vai ter um "siricutico" e vai travar, então, fica essa imagem da Letícia, mas reflitam sobre os trechos que logo após o tal acesso perfeito vem uma cratera ou uma calçada que forma praticamente uma rampa,  boa para skatistas para fazerem suas manobras revolucionárias... se conseguirem, claro! E, se conseguirem, favor abrir uma escolinha ou uma ong para ensinar a todos nós como driblarmos esses "obstáculos calçadísticos" que encontramos todos os dias em nossos costumeiros caminhos.

Acho que agora posso dormir, afinal, já dei minha reclamada angustiante! Buenas noches!

sábado, 10 de março de 2012

Lições de um sábado chuvoso

Tudo começou com uma oferta do Groupalia... acho que vou fugir das ofertas de lá agora!

Carnaval, praias deliciosas, amigos divertidos, mas o cabelo fica aquela coisa. E não é que mal acaba o carnaval e o Groupalia lança uma ofertaça assim:
"O pacote inclui: Corte + Peeling Capilar + Queratinização + Hidratação Profunda + Aplicação de Laser Cromoterápico + Selagem Térmica + Spray de Brilho + 30% de desconto em outros serviços!"

Não contente em comprar, ainda induzi a amiga que estava junto na praia também a comprar, assim teríamos uma tarde de madame juntas.

Fomos nós neste sábado, que amanheceu lindo, prontinho para nos lançar sob os raios de sol em uma piscina qualquer. Mas não estava bom para os fulanos lá do céu que comandam o clima, então, virou de sol para chuva torrencial e as madames por um dia sem guarda chuva.

No mapa do google, aquele que indica até caminhos, era fácil, pertinho do metrô, nada que uma caminhada de uns 10 minutos não resolveriam. Mas, é só perguntar na saída do metrô para a pessoa errada, que ele te faz chegar lá em mais de meia hora e da pior forma possível.

O ônibus que ele mandou tomar (estranhou que ele mandou? É verdade) Ele disse assim: Não vão a pé não, toma o ônibus da segunda fila que é longe.

E lá fomos nós obedientes e perdidas. Já no micro ônibus, peço ao mocinho para avisar quando entrasse na tal avenida, não perguntei antes se ele tinha boa memória e é óbvio que ele esqueceu e fomos parar no número mil, quando queríamos ir no começo da avenida.

Chuva apertou feio, nós num espaço minúsculo que nos protegia criando formas de burlar o esquema da chuva e chegarmos lá secas e com pouco atraso, com medo de perder a vez, porque devia estar cheio o salão.

Chuva afinou, atravessamos a avenida e pegamos um ônibus no sentido contrário, voltando, de novo subestimei a capacidade que as pessoas tem de não saber indicar nada, mas não se abstém de dar seus palpites. O cobrador todo solicito logo responde que ia sair da avenida, era melhor descermos no próximo ponto. Obedientes e perdidas, descemos, o ônibus continuou subindo até o trecho onde deveríamos ter descido e nós naquela chuvinha subimos a pé até o destino.

Marcou que hora? Para quem? Salão vazio, pensei que estávamos incomodando o ócio. Só sei que não quisemos cortar o cabelo.

Minha amiga sismou de perguntar como era o tratamento, o mocinho foi falando: - Já começou, passei um shampoo de limpeza profunda ... outro para fazer...

Sei lá, me perdi na ordem dos shampoos e cremes. Mas, saímos de lá com o cabelo muito bem lavado, limpo mesmo! Nem sei precisar quantos shampoos e cremes disseram que usaram. Só não sei se faz efeito passar creme e tirar tão rápido. Mas, o cabelo está limpinho, macio, lisinho, só não sabemos também, quanto tempo dura esse efeito.

Desconto em outros serviços? Que serviços? Sei lá, acho que é o de ficar conversando com a gente, porque por esse serviço, não nos cobraram nada. Mas, o que esperar de uma oferta de tratamento por R$ 36,90?

A chuva continuava e com nosso cabelinho lindo, de madames, nem pensar em molhar. Sem guarda chuva, o jeito foi pegar a toalha e a canga, aquelas que usei na piscina enquanto fazia sol de manhã, e sairmos correndo de lá até a outra esquina, porque nem carona no guarda chuva deles ofereceram. Melhor para nós, que achamos uma nova forma de usar véu na cabeça. O taxista que nos levou até o metrô deve ter nos achado muito irreverentes ou inovadoras no vestuário.

Lições de hoje? Muitas! Não sair sem guarda chuva, mesmo num dia lindo como o que amanheceu hoje; nunca perguntar nada se já estiver com um mapa na mão; não confiar em cobradores de micro ônibus e muito menos de ônibus; não acreditar em milagres, mas a principal foi a de que devo deletar imediatamente meu cadastro no Groupalia, porque eles não são sérios, se fossem, investigariam os serviços que lá oferecem.

Só prometo que depois que eu lavar o cabelo eu conto, nos comentários, se o serviço pelo menos dura mais que um dia.

Serviço exclusivo

Novo serviço prestado em restaurante pode fazer sucesso para que não gosta de ser interrompido quando come e até pode gerar uns quilos a menos na balança, se for daquele tão chato que pára de comer!

Em algum restaurante alguém já viu um garçom cruzar o braço sobre o seu prato ainda cheio de comida para pegar o saquinho plástico que vem os talheres para jogar fora, logo depois que você acabou de levar uma garfada à boca?

Eu devia ficar quieta e nem reclamar? Muitos diriam que não, afinal, é falta de educação um garçom fazer isso ou não é? Pois é, mas fiquei quietinha, não reclamei com o garçom, só comentei com os colegas que estavam almoçando juntos e levei um pito que estou muito chata. Então, tá! Não posso mais comentar sobre as coisas erradas que vejo, mas, como no meu blog mando eu, aqui eu posso escrever tudinho.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Multa? Eu?

É proibido um carro avançar quando o sinal está vermelho? Há lei para não falar ao celular enquanto dirige? E para não parar em cima da faixa de pedestre? Sério? Tem mesmo? Nossa, então alguém precisa informar urgente a moça que dirige um carro pretinho, acho que da marca Polo, com a placa EJE 0574. Estou muito preocupada com ela, porque a coitadinha pode levar muitas multas ao mesmo tempo, perder pontos valiosos e quem sabe a carteira de habilitação em menos de uma semana se costuma dirigir sempre assim.

Essa cena acaba de ocorrer na esquina da Rua Cantagalo com a Rua 7 de outubro. Mas não pensem que essa mocinha é a única, isso acontece diariamente, e, se eu ficar o dia inteiro nesta esquina, com certeza, o dia todo terei muitas histórias para contar. Aliás, se a CET - Companhia de Engenharia do Tráfego estiver precisando alcançar alguma meta no sentido de aumentar o número de multas, podem ter certeza que é nesta esquina que irão alcançar.

Só resta desejar boa sorte a nós pedestres, porque nem com muita precaução conseguimos escapar desses inconsequentes do trânsito caótico de São Paulo.


sábado, 8 de outubro de 2011

Pagar por quê?

Forma-se em nosso cérebro uma verdadeira teia de aranha quando tentamos entender as Leis que regem a ordem qualquer seja a situação. Inúmeras vezes já pensei que talvez essa desordem mental possa ser causada pelas tantas Leis que existem e muitas vezes chegam até a contradizer a outras. Tenho um profundo respeito por Leis, porque acredito muito no prevalecer do bom senso que elas trazem à luz, na maior parte das vezes, em que são chamadas para cumprir seu papel na sociedade.

Um fato muito esquisito é ver tantos livros anunciados como “Lei tal comentada”, explicando o uso da Lei, como também me soa estranho ser necessário um parecer jurídico gigantesco para defender uma causa, afinal, deveria ser simples assim: “declaro ganho de causa a fulano, com base no artigo tal da Lei tal”, e pronto. Não seria justo e simples. Mas não é bem assim, cada um interpreta a Lei em seu benefício e assim temos um sistema jurídico complexo para defender os direitos dos cidadãos, meio ambiente, animais, bens e tudo a nossa volta.

Ainda que seja complexo entender o universo jurídico, continuo sendo apaixonada por Leis e pelo bem que podem construir ao nosso redor. Recentemente, deparei-me com um problema que me parecia tão tolo e só uma interpretação do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) poderia me dar alento e harmonizar meus pensamentos revoltos. E, assim ela o fez na Seção IV – Das práticas abusivas.

Afinal, tem cabimento um aluno ter que pagar para ver sua prova corrigida? Fiz uma enquete, perguntei a todos que cruzaram meu caminho nessa semana e posso assegurar que todos responderam de pronto: não. Eu já estudei em duas instituições de ensino, fiz um curso superior completo e um incompleto, fiz uma pós-graduação e em nenhuma dessas instituições me cobraram para me mostrar todas as provas que eu fiz corrigidas. Afinal, visualizar seus erros também leva ao aprendizado, de uma forma até mais producente, porque ao ver uma correção, nunca mais se esquece aquele tema e a resposta correta. Mas me negaram esse direito de graça, tenho que pagar R$ 20, mesmo não constando tal informação entre as cláusulas do contrato de prestação de serviços, nem no manual do aluno. A Lei é clara, como diriam os juristas, vejam só:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

...

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

...

E, não bastando o Inciso VI do Art. 39, posso considerar também:

“Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

Ainda interpreto que posso utilizar também esse Inciso V do Artigo 39:

“V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;”

Afinal, se todos estão de acordo que um prestador de serviço educacional tem o dever de apresentar gratuitamente aos seus alunos todas as provas que fizerem corrigidas, posso concluir que o ato de cobrar por tal serviço trata-se de uma prática de vantagem excessiva e está infringindo também o Inciso V.

Considerando que querem me cobrar por um direito; considerando que não entregaram a via do contrato no ato da matrícula; considerando quando liguei para perguntar da via do contrato ao ver que não entregaram ao meu portador, me responderam que era só o Termo de Adesão mesmo; considerando que nesse Termo de Adesão consta que tive acesso ao Contrato, quando não tive; considerando que não assinei o contrato, mas somente o termo de adesão que mencionava o tal contrato; considerando que tive que solicitar que me enviassem por e-mail, porque o link nunca abriu, nem no ato da matrícula, nem agora; considerando que dizem que podemos dirimir quaisquer dúvidas por e-mail e recebi informações divergentes das que constam em documentos; considerando que se eu pedir o cancelamento do contrato, terei que pagar uma fortuna de multa; considerando que não me dão o direito de pedir transferência para outra instituição; considerando que não buscaram satisfazer as minhas expectativas de forma completa e adequada quando busquei esclarecimentos; e, principalmente, considerando que eles não se importam com alunos descontentes, afinal, quem não trata bem um cliente descontente e não busca apaziguar a situação, é porque não dá valor a nenhum de seus clientes, portanto, não precisam de mim, nem de outros, então o jeito é perder tudo que já investi e trancar a matrícula.

Mas, fiquei esperta, na próxima instituição aprenderei que não é mais como antigamente, quando a palavra e a Lei tinham um significado forte e norteavam as ações de forma adequada.

Ou será que interpretei tudo errado e preciso de ajuda dos advogados para fazer valer a Lei tal como ela se apresenta?