Muito embora pensem que A Reclamona é mais uma daquelas que observam todos os defeitos de pessoas e produtos só para sair falando mal, no fundo o que ela deseja é contribuir para que as pessoas reflitam sobre suas ações e passem a oferecer o seu melhor e as empresas repensem seus produtos, embalagens e normas de atendimento, a fim de satisfazer os seus clientes.
sábado, 10 de março de 2012
Lições de um sábado chuvoso
Carnaval, praias deliciosas, amigos divertidos, mas o cabelo fica aquela coisa. E não é que mal acaba o carnaval e o Groupalia lança uma ofertaça assim:
"O pacote inclui: Corte + Peeling Capilar + Queratinização + Hidratação Profunda + Aplicação de Laser Cromoterápico + Selagem Térmica + Spray de Brilho + 30% de desconto em outros serviços!"
Não contente em comprar, ainda induzi a amiga que estava junto na praia também a comprar, assim teríamos uma tarde de madame juntas.
Fomos nós neste sábado, que amanheceu lindo, prontinho para nos lançar sob os raios de sol em uma piscina qualquer. Mas não estava bom para os fulanos lá do céu que comandam o clima, então, virou de sol para chuva torrencial e as madames por um dia sem guarda chuva.
No mapa do google, aquele que indica até caminhos, era fácil, pertinho do metrô, nada que uma caminhada de uns 10 minutos não resolveriam. Mas, é só perguntar na saída do metrô para a pessoa errada, que ele te faz chegar lá em mais de meia hora e da pior forma possível.
O ônibus que ele mandou tomar (estranhou que ele mandou? É verdade) Ele disse assim: Não vão a pé não, toma o ônibus da segunda fila que é longe.
E lá fomos nós obedientes e perdidas. Já no micro ônibus, peço ao mocinho para avisar quando entrasse na tal avenida, não perguntei antes se ele tinha boa memória e é óbvio que ele esqueceu e fomos parar no número mil, quando queríamos ir no começo da avenida.
Chuva apertou feio, nós num espaço minúsculo que nos protegia criando formas de burlar o esquema da chuva e chegarmos lá secas e com pouco atraso, com medo de perder a vez, porque devia estar cheio o salão.
Chuva afinou, atravessamos a avenida e pegamos um ônibus no sentido contrário, voltando, de novo subestimei a capacidade que as pessoas tem de não saber indicar nada, mas não se abstém de dar seus palpites. O cobrador todo solicito logo responde que ia sair da avenida, era melhor descermos no próximo ponto. Obedientes e perdidas, descemos, o ônibus continuou subindo até o trecho onde deveríamos ter descido e nós naquela chuvinha subimos a pé até o destino.
Marcou que hora? Para quem? Salão vazio, pensei que estávamos incomodando o ócio. Só sei que não quisemos cortar o cabelo.
Minha amiga sismou de perguntar como era o tratamento, o mocinho foi falando: - Já começou, passei um shampoo de limpeza profunda ... outro para fazer...
Sei lá, me perdi na ordem dos shampoos e cremes. Mas, saímos de lá com o cabelo muito bem lavado, limpo mesmo! Nem sei precisar quantos shampoos e cremes disseram que usaram. Só não sei se faz efeito passar creme e tirar tão rápido. Mas, o cabelo está limpinho, macio, lisinho, só não sabemos também, quanto tempo dura esse efeito.
Desconto em outros serviços? Que serviços? Sei lá, acho que é o de ficar conversando com a gente, porque por esse serviço, não nos cobraram nada. Mas, o que esperar de uma oferta de tratamento por R$ 36,90?
A chuva continuava e com nosso cabelinho lindo, de madames, nem pensar em molhar. Sem guarda chuva, o jeito foi pegar a toalha e a canga, aquelas que usei na piscina enquanto fazia sol de manhã, e sairmos correndo de lá até a outra esquina, porque nem carona no guarda chuva deles ofereceram. Melhor para nós, que achamos uma nova forma de usar véu na cabeça. O taxista que nos levou até o metrô deve ter nos achado muito irreverentes ou inovadoras no vestuário.
Lições de hoje? Muitas! Não sair sem guarda chuva, mesmo num dia lindo como o que amanheceu hoje; nunca perguntar nada se já estiver com um mapa na mão; não confiar em cobradores de micro ônibus e muito menos de ônibus; não acreditar em milagres, mas a principal foi a de que devo deletar imediatamente meu cadastro no Groupalia, porque eles não são sérios, se fossem, investigariam os serviços que lá oferecem.
Só prometo que depois que eu lavar o cabelo eu conto, nos comentários, se o serviço pelo menos dura mais que um dia.
Serviço exclusivo
Em algum restaurante alguém já viu um garçom cruzar o braço sobre o seu prato ainda cheio de comida para pegar o saquinho plástico que vem os talheres para jogar fora, logo depois que você acabou de levar uma garfada à boca?
Eu devia ficar quieta e nem reclamar? Muitos diriam que não, afinal, é falta de educação um garçom fazer isso ou não é? Pois é, mas fiquei quietinha, não reclamei com o garçom, só comentei com os colegas que estavam almoçando juntos e levei um pito que estou muito chata. Então, tá! Não posso mais comentar sobre as coisas erradas que vejo, mas, como no meu blog mando eu, aqui eu posso escrever tudinho.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Multa? Eu?
sábado, 8 de outubro de 2011
Pagar por quê?
Forma-se em nosso cérebro uma verdadeira teia de aranha quando tentamos entender as Leis que regem a ordem qualquer seja a situação. Inúmeras vezes já pensei que talvez essa desordem mental possa ser causada pelas tantas Leis que existem e muitas vezes chegam até a contradizer a outras. Tenho um profundo respeito por Leis, porque acredito muito no prevalecer do bom senso que elas trazem à luz, na maior parte das vezes, em que são chamadas para cumprir seu papel na sociedade.
Um fato muito esquisito é ver tantos livros anunciados como “Lei tal comentada”, explicando o uso da Lei, como também me soa estranho ser necessário um parecer jurídico gigantesco para defender uma causa, afinal, deveria ser simples assim: “declaro ganho de causa a fulano, com base no artigo tal da Lei tal”, e pronto. Não seria justo e simples. Mas não é bem assim, cada um interpreta a Lei em seu benefício e assim temos um sistema jurídico complexo para defender os direitos dos cidadãos, meio ambiente, animais, bens e tudo a nossa volta.
Ainda que seja complexo entender o universo jurídico, continuo sendo apaixonada por Leis e pelo bem que podem construir ao nosso redor. Recentemente, deparei-me com um problema que me parecia tão tolo e só uma interpretação do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) poderia me dar alento e harmonizar meus pensamentos revoltos. E, assim ela o fez na Seção IV – Das práticas abusivas.
Afinal, tem cabimento um aluno ter que pagar para ver sua prova corrigida? Fiz uma enquete, perguntei a todos que cruzaram meu caminho nessa semana e posso assegurar que todos responderam de pronto: não. Eu já estudei em duas instituições de ensino, fiz um curso superior completo e um incompleto, fiz uma pós-graduação e em nenhuma dessas instituições me cobraram para me mostrar todas as provas que eu fiz corrigidas. Afinal, visualizar seus erros também leva ao aprendizado, de uma forma até mais producente, porque ao ver uma correção, nunca mais se esquece aquele tema e a resposta correta. Mas me negaram esse direito de graça, tenho que pagar R$ 20, mesmo não constando tal informação entre as cláusulas do contrato de prestação de serviços, nem no manual do aluno. A Lei é clara, como diriam os juristas, vejam só:
“Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
...
VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;
...
E, não bastando o Inciso VI do Art. 39, posso considerar também:
“Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.”
Ainda interpreto que posso utilizar também esse Inciso V do Artigo 39:
“V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;”
Afinal, se todos estão de acordo que um prestador de serviço educacional tem o dever de apresentar gratuitamente aos seus alunos todas as provas que fizerem corrigidas, posso concluir que o ato de cobrar por tal serviço trata-se de uma prática de vantagem excessiva e está infringindo também o Inciso V.
Considerando que querem me cobrar por um direito; considerando que não entregaram a via do contrato no ato da matrícula; considerando quando liguei para perguntar da via do contrato ao ver que não entregaram ao meu portador, me responderam que era só o Termo de Adesão mesmo; considerando que nesse Termo de Adesão consta que tive acesso ao Contrato, quando não tive; considerando que não assinei o contrato, mas somente o termo de adesão que mencionava o tal contrato; considerando que tive que solicitar que me enviassem por e-mail, porque o link nunca abriu, nem no ato da matrícula, nem agora; considerando que dizem que podemos dirimir quaisquer dúvidas por e-mail e recebi informações divergentes das que constam em documentos; considerando que se eu pedir o cancelamento do contrato, terei que pagar uma fortuna de multa; considerando que não me dão o direito de pedir transferência para outra instituição; considerando que não buscaram satisfazer as minhas expectativas de forma completa e adequada quando busquei esclarecimentos; e, principalmente, considerando que eles não se importam com alunos descontentes, afinal, quem não trata bem um cliente descontente e não busca apaziguar a situação, é porque não dá valor a nenhum de seus clientes, portanto, não precisam de mim, nem de outros, então o jeito é perder tudo que já investi e trancar a matrícula.
Mas, fiquei esperta, na próxima instituição aprenderei que não é mais como antigamente, quando a palavra e a Lei tinham um significado forte e norteavam as ações de forma adequada.
Ou será que interpretei tudo errado e preciso de ajuda dos advogados para fazer valer a Lei tal como ela se apresenta?
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Por que o preconceito?
3 - DAS INSCRIÇÕES
3.1 - DAS CONDIÇÕES PARA A INSCRIÇÃO
...
3.1.2 - São condições necessárias à inscrição:
...
b) ter menos de 36 (trinta e seis) anos de idade no primeiro dia do mês de janeiro de 2012, (nascidos a partir de 02/01/1976, inclusive);
...
Por que será que ter mais que 36 anos atrapalha para profissionais formados em Administração; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas;Comunicação Social; Direito; Estatística; História; Informática; Letras (Língua Portuguesa); Psicologia; Serviço Social?
domingo, 4 de setembro de 2011
Absurdos governamentais
Um primo meu disse que prefere a performance da “degustadora de palavras” (www.degustadoradepalavras.blogspot.com ), mas ao ler coisas como essa, vê se dá para ser o tempo todo feliz e manter uma escrita leve e saborosa? Infelizmente, se analisarmos todas as notícias políticas e econômicas do Brasil, haveremos todos de ser mais reclamões que degustadores.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Chupa uma balinha de maracujá, chupa!
Imagina passarmos quase 3 horas sentados literalmente no chão do saguão de espera, já que não havia cadeira suficiente para a quantidade de pessoas que aguardavam para embarcar, sem nenhuma explicação e ainda termos que ouvir uma bobagem dessas.
Sem contar que durante a compra da passagem fiz a escolha da poltrona 12 e quando cheguei no check in me disseram que seria a 33, porque aquela escolha foi só uma pré-escolha e não há explicação plausível, simplesmente é assim.
Fiquei até na dúvida, se a equipe da TAM distribuiu balinha de maracujá para nos acalmar por conta do atraso de quase 3 horas, para nos fazer esquecer que nos trocaram de poltrona ou se foi para acabar com “a nossa mágoa” ao ouvir essas insanidades!