Agora meu chefe diz que sou reclamona que nem minha mãe, é mole? Mas veja se não temos razão mamãe e eu de reclamar.
Fomos a um restaurante especialista em comida árabe, pedimos o tal rodízio que não é barato e sinceramente, metade das coisas servidas não tinha gosto, parecia sem tempero. Eu já comi em diversos restaurantes árabes e conheço o gosto da boa comida deles. Veio uma mijadra bonita, mas sem gosto, charutos de folha de uva e de acelga também sem gosto e um recheio beirando ao quase sem recheio. Minha mãe sabe fazer tudo isso e mesmo não tendo descendência árabe, todos os pratos que faz são nota mil, como até frio de tão bom que é. Paguei tudo sem reclamar porque gosto não se discute, mas não volto mais lá.
Mas o pior foi o ocorrido nesta quinta-feira no restaurante Bovinu’s do Vale do Anhangabaú. Entre outras coisas, peguei um pedaço de lasanha de brócolis e lógico que deixei para o final, porque era o que teria de mais gostoso no meu prato. Que decepção! Uma única garfada e constatei um gosto ruim, meio amargo. Meu amigo pediu para provar e disse o mesmo que o sabor estava amargo.
Avisei o garçom que retirou o prato e chamou o gerente. Esse simplesmente foi até o buffet, pegou um pedaço da lasanha e foi para dentro da cozinha. Quando voltou ficou rodando no restaurante e nada de voltar na mesa. Fiquei olhando firmemente para ele, até que resolveu voltar na minha mesa na maior cara de pau e me dizer que eu estava estranhando porque mudaram a marca do queijo. Insistindo nesse discurso, mesmo quando tornei a falar que é bem diferente estranhar queijo e estar gosto ruim. Bom, grotescamente o fulano me perguntou o que eu queria e respondi que queria que descontasse o peso da lasanha do meu prato. Grotescamente ele pegou minha comanda levou ao caixa e bateu pago, voltou e me perguntou grotescamente: - Está bom assim? A Senhora pode pegar sobremesa e pedir café. Respondi muito obrigado não quero e sai para nunca mais voltar.
Será mesmo que sou reclamona à toa? Se esse gerente prezasse atender bem um cliente ele não teria descontado o peso da lasanha da minha comanda logo que fiz a reclamação? Está correto efetivar um atendimento dessa forma, duvidando da minha palavra, indo provar e ainda tendo a cara de pau de me dizer que era só uma questão de marca, como se eu fosse muito enjoada?
Se alguém realmente acha que reclamo à toa, por favor me explique, quem sabe consigo mudar esse meu jeitinho. Mas vou tentar provar antes o outro lado dessa reclamona, a que reconhece um bom atendimento, mas vou contar lá no www.degustadoradepalavras.blogspot.com
Muito embora pensem que A Reclamona é mais uma daquelas que observam todos os defeitos de pessoas e produtos só para sair falando mal, no fundo o que ela deseja é contribuir para que as pessoas reflitam sobre suas ações e passem a oferecer o seu melhor e as empresas repensem seus produtos, embalagens e normas de atendimento, a fim de satisfazer os seus clientes.
domingo, 31 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Briguenta eu? Será que não tenho razão?
Não é que meu amigo Greghi me tachou de briguenta, só porque pedi meu dinheiro de volta numa casa noturna que me prometeu um show de forró pé de serra e me causou foi é desgosto com aquela música eletrônica. Mas olhe que a tal casa de forró pé de serra que fica na beira da praia de Jatiúca, que elogiei tanto também merecia uma reclamação e não é porque sou briguenta não, mas levo muito a sério a satisfação do cliente, não admito que me ludibriem.
O grupo que toca no "Lampião" é ótimo, fomos bem atendidos. O show da Nega Maluca foi maravilhoso, rimos muito, até doer a boca. Mas, por sorte daqueles alagoanos, só fui ouvir os 2 CD's que comprei lá no Lampião quando cheguei em São Paulo e aquilo que me garantiram ser uma gravação dos grupos que tocavam na casa, não passa de uma gravação mal feita de músicas que puxaram da internet. Portanto, quando viajarem para Maceió, fiquem atentos, não comprem nada que não possam testar a qualidade, porque o povo de lá não é lá muito confiável, acho que curtem a ideia de enganar os turistas. Ainda acham que sou briguenta?
O grupo que toca no "Lampião" é ótimo, fomos bem atendidos. O show da Nega Maluca foi maravilhoso, rimos muito, até doer a boca. Mas, por sorte daqueles alagoanos, só fui ouvir os 2 CD's que comprei lá no Lampião quando cheguei em São Paulo e aquilo que me garantiram ser uma gravação dos grupos que tocavam na casa, não passa de uma gravação mal feita de músicas que puxaram da internet. Portanto, quando viajarem para Maceió, fiquem atentos, não comprem nada que não possam testar a qualidade, porque o povo de lá não é lá muito confiável, acho que curtem a ideia de enganar os turistas. Ainda acham que sou briguenta?
sábado, 25 de junho de 2011
Quero meu dinheiro de volta
Não sou obrigada a pagar por algo que não quero ver, principalmente se me sinto ludibriada. Onde já se viu dizer que é show para turista e apresentar uma porcaria daquelas. Fiquei muito brava mesmo.
Em qualquer cidade que eu vou sempre pergunto o que há de bom, que represente a terra, a população local. Lógico que em Maceió eu queria ver Forró Pé de Serra e me indicaram 2 lugares: Lampião e Maikai. Disseram até que esse Maikai tinha shows para turista toda quarta-feira. Lampião fui e amei. Forró Pé de Serra de qualidade. Paguei R$ 8 de couvert artístico com gosto.
Quarta-feira, por volta de 22 h, pergunto ao segurança tem show de Forró Pé de Serra?
A resposta imediata foi: Tem e já está rolando. Nem pestanejei, vamos entrar correndo. Paguei os R$ 25 da entrada, meus 2 amigos também e fomos surpreendidos por uma banda eletrônica, tocando forró com guitarra, teclado, bateria, baixo e sei lá eu mais que parafernália. Menininhos e menininhas estavam ali, contratados pela casa para nos levar para dançar o tal forró universitário, que me recuso até a escrever com letras maiúsculas, porque quem conhece o autêntico forró não consegue ouvir outro que não o original Pé de Serra.
Esperei mais de 1 hora e nada de entrar os músicos do Forró Pé de Serra. Levantei e fui falar com um garçom, porque era um custo até para eles irem até a mesa. Ele logo chamou o gerente.
- Quando vão tocar Forró Pé de Serra?
- Já está tocando.
- Isso não é Forró Pé de Serra. Forró Pé de Serra tem 3 instrumentos básicos: Zabumba, Triângulo e Sanfona e não estou vendo nenhum desses no palco.
- É que o grupo do Forró Pé de Serra teve um problema e não vai poder se apresentar hoje.
- Então eu quero meu dinheiro de volta, porque na porta vosso segurança disse que era Forró Pé de Serra.
- Não, é que os guias locais vendem errado para vocês turistas.
- Ninguém me vendeu errado, foi o vosso segurança que afirmou que eu ouviria Forró Pé de Serra e eu quero meu dinheiro de volta.
- Mas a banda não é boa?
- Pode ser para vocês daqui. Para mim não. Eu só gosto de Forró Pé de Serra e se não vai ter, quero meu dinheiro de volta porque fizeram propaganda enganosa.
Bom, ficou numa ladainha querendo me enrolar, mas não arredei um milímetro da minha decisão. Uma meia hora depois ele voltou com o dinheiro das nossas entradas, pagamos a bebida e fomos embora.
No dia seguinte fomos comer pizza, antes de entrar meu amigo pediu para eu esperar ele acabar de comer a pizza, para depois pedir nosso dinheiro de volta. Mas como o uruguaio atendeu a gente muito bem e a pizza estava boa, paguei sem pestanejar. Como podem ver, até pizza de uruguaio é boa, porque o forró do Maikai não podia ser Pé de Serra, representando a terra natal?
Em qualquer cidade que eu vou sempre pergunto o que há de bom, que represente a terra, a população local. Lógico que em Maceió eu queria ver Forró Pé de Serra e me indicaram 2 lugares: Lampião e Maikai. Disseram até que esse Maikai tinha shows para turista toda quarta-feira. Lampião fui e amei. Forró Pé de Serra de qualidade. Paguei R$ 8 de couvert artístico com gosto.
Quarta-feira, por volta de 22 h, pergunto ao segurança tem show de Forró Pé de Serra?
A resposta imediata foi: Tem e já está rolando. Nem pestanejei, vamos entrar correndo. Paguei os R$ 25 da entrada, meus 2 amigos também e fomos surpreendidos por uma banda eletrônica, tocando forró com guitarra, teclado, bateria, baixo e sei lá eu mais que parafernália. Menininhos e menininhas estavam ali, contratados pela casa para nos levar para dançar o tal forró universitário, que me recuso até a escrever com letras maiúsculas, porque quem conhece o autêntico forró não consegue ouvir outro que não o original Pé de Serra.
Esperei mais de 1 hora e nada de entrar os músicos do Forró Pé de Serra. Levantei e fui falar com um garçom, porque era um custo até para eles irem até a mesa. Ele logo chamou o gerente.
- Quando vão tocar Forró Pé de Serra?
- Já está tocando.
- Isso não é Forró Pé de Serra. Forró Pé de Serra tem 3 instrumentos básicos: Zabumba, Triângulo e Sanfona e não estou vendo nenhum desses no palco.
- É que o grupo do Forró Pé de Serra teve um problema e não vai poder se apresentar hoje.
- Então eu quero meu dinheiro de volta, porque na porta vosso segurança disse que era Forró Pé de Serra.
- Não, é que os guias locais vendem errado para vocês turistas.
- Ninguém me vendeu errado, foi o vosso segurança que afirmou que eu ouviria Forró Pé de Serra e eu quero meu dinheiro de volta.
- Mas a banda não é boa?
- Pode ser para vocês daqui. Para mim não. Eu só gosto de Forró Pé de Serra e se não vai ter, quero meu dinheiro de volta porque fizeram propaganda enganosa.
Bom, ficou numa ladainha querendo me enrolar, mas não arredei um milímetro da minha decisão. Uma meia hora depois ele voltou com o dinheiro das nossas entradas, pagamos a bebida e fomos embora.
No dia seguinte fomos comer pizza, antes de entrar meu amigo pediu para eu esperar ele acabar de comer a pizza, para depois pedir nosso dinheiro de volta. Mas como o uruguaio atendeu a gente muito bem e a pizza estava boa, paguei sem pestanejar. Como podem ver, até pizza de uruguaio é boa, porque o forró do Maikai não podia ser Pé de Serra, representando a terra natal?
sábado, 18 de junho de 2011
Saudade do Forró Pé de Serra
O gostoso de se ir para a região do nordeste é poder ouvir excelentes músicos tocando da forma tradicional um dos mais deliciosos ritmos brasileiros: o forró, mas não esse das bandas eletrônicas, falo do autêntico, aquele herdade de Luiz Gonzaga e outros bons compositores como Flávio José, Zezo, Alccyoli Neto, Jorge Filho, Fagner, Alceu Valença e tantos outros. Há muitos compositores desconhecidos, que estão ou não em nossas lembranças que deveriam ser homenageados.
Até arrepia ver no palco a zabumba, o triângulo e a sanfona, é como se me transportasse para um passado que não vivi, de onde nasceu esse ritmo que penetra na mente da gente feito um vício.
Então fica aqui um protesto contra os participantes da "Dança dos Famosos" do programa do Faustão que tem pego músicas que não foram compostas originariamente no ritmo do forró, interpretadas por bandas eletrônicas, deixando de privilegiar os melhores forrós, compositores e intérpretes que esse Brasil possui.
E ainda digo mais, chamem alguns dos rapazes e das moças que encantam com o charme dos passos, de um bailado que só vi na Sala de Reboco em Recife-PE ou o Lampião em Maceió-AL e copiem, porque uma cópia dessas vale a pena. Nada de ficar jogando as moças para o alto ou para os lados, o forró nasceu para ser uma dança a dois, colada, apaixonante.
Até arrepia ver no palco a zabumba, o triângulo e a sanfona, é como se me transportasse para um passado que não vivi, de onde nasceu esse ritmo que penetra na mente da gente feito um vício.
Então fica aqui um protesto contra os participantes da "Dança dos Famosos" do programa do Faustão que tem pego músicas que não foram compostas originariamente no ritmo do forró, interpretadas por bandas eletrônicas, deixando de privilegiar os melhores forrós, compositores e intérpretes que esse Brasil possui.
E ainda digo mais, chamem alguns dos rapazes e das moças que encantam com o charme dos passos, de um bailado que só vi na Sala de Reboco em Recife-PE ou o Lampião em Maceió-AL e copiem, porque uma cópia dessas vale a pena. Nada de ficar jogando as moças para o alto ou para os lados, o forró nasceu para ser uma dança a dois, colada, apaixonante.
sábado, 28 de maio de 2011
Uma bota estressada
Uma amiga nesta semana comentou sobre muita gente duvidar sobre o diacho do inferno astral. A pobrecita, também geminiana, perdeu todos os seus contatos. Pois é, sorte desses que duvidam, talvez nunca tenham precisado acreditar, porque nada lhes acontece.
Está sendo tão insano dessa vez, que nem quero ficar remoendo aqui cada detalhe de cada coisa absurda que ocorreu, mas essa eu tenho que dedilhar, para conseguir cair na risada, porque apesar de eu ter ficado uma fera, tipo uma mistura de leoa, com tigre, com cobra e sei lá eu mais que bicho revoltado... se pensar bem, dá uma comédia e tanto!
Vou começar desde o primeiro puxão do fio da meada, porque a coisa já foi esquisita desde a minha linha de pensamento.
Eu tinha 4 peças para levar para o conserto: 1 bota para trocar o zíper, 1 rasteirinha para trocar a sola, 1 bolsa para consertar a alça e uma outra para pintar. Óbvio que tudo isso seria feito por um bom sapateiro, a minha desgraça foi conhecer logo três e tive que fazer uma lista imaginária sobre o porquê levar a um ou a outros.
O primeiro da lista era uma Sapataria muito antiga lá no Centro de Sampa, mas foi o primeiro a ser descartado porque cobra uma exorbitância.
O segundo fica aqui pertinho de casa, uns 15 minutos de caminhada até lá, mas para deixar lá durante a semana, tinha que levar tudo para o trabalho e depois passar no final da tarde e ir fazendo mandinga para o trânsito estar bom e eu chegar a tempo de encontrar as portas abertas. Lógico que se tento fazer algo assim um mês antes do meu aniversário, a porta estará fechada. Fora as vezes que nem desço uns pontos antes de casa, porque o trânsito estava tão ruim que já sabia que não ia dar certo. Para que não fiquem se perguntando se tentei, mesmo assim, é óbvio que não bato bem das bielas e tentei por 3 vezes.
Na quarta vez, desci com a sacola e raciocinei no meio do caminho: e se eu tentar de novo e não chegar a tempo? Melhor deixar no mocinho aqui, afinal, ele já fez 2 serviços bem direitinho e de um amigo também. O tal mocinho trabalha naqueles quiosques lindos de madeira em plena Praça Antonio Prado e resolvo então dar uns passos para trás e fazer orçamento com ele.
Acertamos preço e ele começa as marcações, anota num papel mínimo, de exatamente 8,5 X 4,5 cm (ainda estou com ele, logo saberão porquê), assim:
Sapateiro
...nº do celular... Jusmar
1 Zíper
1 sola
2 bolsas
Logo perguntei: escuta, você não vai confundir?
- Não, pode deixar.
- Olha lá, não vai trocar o zíper da bolsa e por alça na minha bota, heim?
- Não, pode deixar.
Pedi aos parceiros de trabalho dele que testemunhassem e confiei. Esse tal papelzinho ficou comigo e em cada peça ele etiquetou com meu nome, prometendo entregar 5 dias depois. Preciso falar que ele não cumpriu a promessa? É óbvio, lembrem-se, estou no meu inferno astral. – Olha, daqui uns 3 dias eu termino. E assim fomos, 1ª semana, 2ª semana, 3ª semana, dei um ultimato: não vai furar dessa vez. Mas, para garantir menos irritação, passei só na quarta-feira, ao invés da prometida segunda-feira. Ufa! Não é que dei sorte?! Ops! Ia esquecebdo de contar que na 2ª semana, passei mais de uma vez e numa delas dei a sorte ou o azar de ver que ele estava fazendo um dos meus serviços: a minha rasteirinha predileta, que trouxe de JP (João Pessoa/PB). Ela tem muitos detalhes em um tecido colorido e estava cheinha de um troço preto, tive um chilique.
– Escuta, isso é tecido e se ficar tudo sujo ou manchado eu bato em você, porque não tem como me repor essa peça.
- Pode ficar tranquila, é só o pó da sola, mas sai tudo, olha.
Que sorte a dele!
Mas, voltando ao dia da retirada, veja só como inferno astral é coisa séria: o moço começa a procurar, abrindo cada sacola e eram bem mais de 10. Já me apavorei. Que alívio, achou 3 peças, só falta a bota. Foi me mostrando vários modelos, cheguei até a pensar que estava numa loja comprando. Quando me mostrou a minha suposta bota, eu bati o olho e disse: é quase igual, mas não é minha, essa tem o salto mais alto e é número 39, a minha é 38. Aí começou o pior...
- Nossa moça, então entreguei para uma outra cliente. Mas não se preocupa não, ela trabalha aqui pertinho e amanhã eu resolvo isso.
Nem vou estressar meus leitores com detalhes do meu discurso naquele momento. Sai enfurecida, avisei que só pagava quando recebesse a bota e, se ele não me devolvesse, teria que pagar outra.
Dia seguinte, quinta-feira da 3ª semana, passo lá na hora do almoço e ele me diz que não viu a moça ainda. Falei para ir logo atrás, de novo ele me falou com toda tranquilidade: pode deixar, vou resolver. Passo de tarde, nada. Avisei para me devolver até sexta-feira e me fui, ainda não muito fera, achava que tudo ia se resolver.
Mas na sexta-feira, logo cedo o fofo nem estava lá. Volto às 10 e ele no maior sossego me diz que ainda não viu a cliente. Mandei ele se virar, correr atrás dela, porque eu queria usar minha bota no sábado. Preciso contar que chamei ele de irresponsável e péssimo profissional? E olha que ele deu muita sorte porque meu dicionário de palavras de baixo calão estava hermeticamente fechado!
Às 11 horas em ponto liguei, com medo até que o número fosse falso, mas ele atendeu, disse que falou com a cliente, que ela não percebeu porque era da filha dela, que não tinha ninguém em casa e que só podia devolver a noite para ele. Eu não quis nem saber, avisei que queria na minha casa na sexta a noite, sem a menor piedade, porque se ele tivesse ido conversar com a mulher na quinta-feira, nada disso teria acontecido.
Eu já não disse para vocês que inferno astral é coisa séria? Vejam só como piorou a situação. O tal Jusmar veio até aqui, chegou eram mais de 21 horas, eu estava na academia fazendo meus exercícios diários para poder suportar esse meu tal inferno astral, a portaria avisou via interfone e minha insana mãe entendeu: - moço que veio consertar a porta. O porteiro por sua vez também não deve ter um ouvido muito bom, porque disse ao pobre moço que a dona da casa não ia atender e que ia chamar a polícia se ele insistisse. Mas não julguem mal minha véinha, não foi só a deficiência de audição que assola todas as pessoas de idade, ela tinha fortes motivos para entender que “o moço veio consertar a porta”.
Vou explicar. A porta do armário dela, recém comprado, estava com problema para fechar, ela falou com a dona da loja que mandou um rapaz para consertar justamente naquela tarde de sexta-feira. Claro que “trazer a bota” e “consertar a porta” é igualzinho, né gente? Óbvio que ela achou que tinha cheiro de golpe no ar e disse ao porteiro que se insistisse ia chamar a polícia. Mas o tal do porteiro ouvir que a porta já foi consertada e não deixar o sapateiro entregar a bota, foi demais para os nervos dessa fera que frequenta a minha cabeça.
Em resumo, segunda-feira, estando em pleno período de gozo de férias, terei que ir até o centro buscar a dita cuja da bota.
Peço uma única gentileza a todos: façam uma corrente de pensamentos positivos para que mais nenhum mal acometa a pobre coitada da bota.
Está sendo tão insano dessa vez, que nem quero ficar remoendo aqui cada detalhe de cada coisa absurda que ocorreu, mas essa eu tenho que dedilhar, para conseguir cair na risada, porque apesar de eu ter ficado uma fera, tipo uma mistura de leoa, com tigre, com cobra e sei lá eu mais que bicho revoltado... se pensar bem, dá uma comédia e tanto!
Vou começar desde o primeiro puxão do fio da meada, porque a coisa já foi esquisita desde a minha linha de pensamento.
Eu tinha 4 peças para levar para o conserto: 1 bota para trocar o zíper, 1 rasteirinha para trocar a sola, 1 bolsa para consertar a alça e uma outra para pintar. Óbvio que tudo isso seria feito por um bom sapateiro, a minha desgraça foi conhecer logo três e tive que fazer uma lista imaginária sobre o porquê levar a um ou a outros.
O primeiro da lista era uma Sapataria muito antiga lá no Centro de Sampa, mas foi o primeiro a ser descartado porque cobra uma exorbitância.
O segundo fica aqui pertinho de casa, uns 15 minutos de caminhada até lá, mas para deixar lá durante a semana, tinha que levar tudo para o trabalho e depois passar no final da tarde e ir fazendo mandinga para o trânsito estar bom e eu chegar a tempo de encontrar as portas abertas. Lógico que se tento fazer algo assim um mês antes do meu aniversário, a porta estará fechada. Fora as vezes que nem desço uns pontos antes de casa, porque o trânsito estava tão ruim que já sabia que não ia dar certo. Para que não fiquem se perguntando se tentei, mesmo assim, é óbvio que não bato bem das bielas e tentei por 3 vezes.
Na quarta vez, desci com a sacola e raciocinei no meio do caminho: e se eu tentar de novo e não chegar a tempo? Melhor deixar no mocinho aqui, afinal, ele já fez 2 serviços bem direitinho e de um amigo também. O tal mocinho trabalha naqueles quiosques lindos de madeira em plena Praça Antonio Prado e resolvo então dar uns passos para trás e fazer orçamento com ele.
Acertamos preço e ele começa as marcações, anota num papel mínimo, de exatamente 8,5 X 4,5 cm (ainda estou com ele, logo saberão porquê), assim:
Sapateiro
...nº do celular... Jusmar
1 Zíper
1 sola
2 bolsas
Logo perguntei: escuta, você não vai confundir?
- Não, pode deixar.
- Olha lá, não vai trocar o zíper da bolsa e por alça na minha bota, heim?
- Não, pode deixar.
Pedi aos parceiros de trabalho dele que testemunhassem e confiei. Esse tal papelzinho ficou comigo e em cada peça ele etiquetou com meu nome, prometendo entregar 5 dias depois. Preciso falar que ele não cumpriu a promessa? É óbvio, lembrem-se, estou no meu inferno astral. – Olha, daqui uns 3 dias eu termino. E assim fomos, 1ª semana, 2ª semana, 3ª semana, dei um ultimato: não vai furar dessa vez. Mas, para garantir menos irritação, passei só na quarta-feira, ao invés da prometida segunda-feira. Ufa! Não é que dei sorte?! Ops! Ia esquecebdo de contar que na 2ª semana, passei mais de uma vez e numa delas dei a sorte ou o azar de ver que ele estava fazendo um dos meus serviços: a minha rasteirinha predileta, que trouxe de JP (João Pessoa/PB). Ela tem muitos detalhes em um tecido colorido e estava cheinha de um troço preto, tive um chilique.
– Escuta, isso é tecido e se ficar tudo sujo ou manchado eu bato em você, porque não tem como me repor essa peça.
- Pode ficar tranquila, é só o pó da sola, mas sai tudo, olha.
Que sorte a dele!
Mas, voltando ao dia da retirada, veja só como inferno astral é coisa séria: o moço começa a procurar, abrindo cada sacola e eram bem mais de 10. Já me apavorei. Que alívio, achou 3 peças, só falta a bota. Foi me mostrando vários modelos, cheguei até a pensar que estava numa loja comprando. Quando me mostrou a minha suposta bota, eu bati o olho e disse: é quase igual, mas não é minha, essa tem o salto mais alto e é número 39, a minha é 38. Aí começou o pior...
- Nossa moça, então entreguei para uma outra cliente. Mas não se preocupa não, ela trabalha aqui pertinho e amanhã eu resolvo isso.
Nem vou estressar meus leitores com detalhes do meu discurso naquele momento. Sai enfurecida, avisei que só pagava quando recebesse a bota e, se ele não me devolvesse, teria que pagar outra.
Dia seguinte, quinta-feira da 3ª semana, passo lá na hora do almoço e ele me diz que não viu a moça ainda. Falei para ir logo atrás, de novo ele me falou com toda tranquilidade: pode deixar, vou resolver. Passo de tarde, nada. Avisei para me devolver até sexta-feira e me fui, ainda não muito fera, achava que tudo ia se resolver.
Mas na sexta-feira, logo cedo o fofo nem estava lá. Volto às 10 e ele no maior sossego me diz que ainda não viu a cliente. Mandei ele se virar, correr atrás dela, porque eu queria usar minha bota no sábado. Preciso contar que chamei ele de irresponsável e péssimo profissional? E olha que ele deu muita sorte porque meu dicionário de palavras de baixo calão estava hermeticamente fechado!
Às 11 horas em ponto liguei, com medo até que o número fosse falso, mas ele atendeu, disse que falou com a cliente, que ela não percebeu porque era da filha dela, que não tinha ninguém em casa e que só podia devolver a noite para ele. Eu não quis nem saber, avisei que queria na minha casa na sexta a noite, sem a menor piedade, porque se ele tivesse ido conversar com a mulher na quinta-feira, nada disso teria acontecido.
Eu já não disse para vocês que inferno astral é coisa séria? Vejam só como piorou a situação. O tal Jusmar veio até aqui, chegou eram mais de 21 horas, eu estava na academia fazendo meus exercícios diários para poder suportar esse meu tal inferno astral, a portaria avisou via interfone e minha insana mãe entendeu: - moço que veio consertar a porta. O porteiro por sua vez também não deve ter um ouvido muito bom, porque disse ao pobre moço que a dona da casa não ia atender e que ia chamar a polícia se ele insistisse. Mas não julguem mal minha véinha, não foi só a deficiência de audição que assola todas as pessoas de idade, ela tinha fortes motivos para entender que “o moço veio consertar a porta”.
Vou explicar. A porta do armário dela, recém comprado, estava com problema para fechar, ela falou com a dona da loja que mandou um rapaz para consertar justamente naquela tarde de sexta-feira. Claro que “trazer a bota” e “consertar a porta” é igualzinho, né gente? Óbvio que ela achou que tinha cheiro de golpe no ar e disse ao porteiro que se insistisse ia chamar a polícia. Mas o tal do porteiro ouvir que a porta já foi consertada e não deixar o sapateiro entregar a bota, foi demais para os nervos dessa fera que frequenta a minha cabeça.
Em resumo, segunda-feira, estando em pleno período de gozo de férias, terei que ir até o centro buscar a dita cuja da bota.
Peço uma única gentileza a todos: façam uma corrente de pensamentos positivos para que mais nenhum mal acometa a pobre coitada da bota.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Pensando em letrinhas
Sinceridade custa caro? Deve custar, porque há muitas pessoas que não passaram nessa fila antes de descer à terra.
sábado, 14 de maio de 2011
Empresto meus neurônios, você quer?
Adoraria ser “poliprofissional”, atuar em todas as áreas. Não é assim que se fala? Então me deixa recado como é, porque não achei explicação no meu Houaiss para o que eu sonho ser.
Continuando meus devaneios, adoraria poder atuar em mais de uma profissão, em atividades totalmente desafinadas, como por exemplo acordar engenheira, lá pelas 10 me tornar cozinheira, pelas 14 ser dona do negócio, às 17 ser aposentada de carteirinha e dormir onde estiver, lá pelas 19 ser saxofonista, às 21 já estar no aconchego do lar com as crianças, curtindo a vida familiar, mas meia noite é a hora “D”, volto ao meu habitat natural e continuo na deliciosa profissão de jornalista.
Nem pensem que chutei os horários, cada um tem seu motivo. A meu ver, toda construção deve ter seu pico alto de produção pela manhã, basta ver pesquisas sobre importância da claridade e índices de produtividade. Duas horas antes do almoço, as cozinheiras já estão com quase tudo pronto para satisfazer seus clientes e só estão finalizando seus pratos, porque é muito chato ter que picar cebola e outros temperos, mais gostoso é jogar tudo na panela e ir desenhando sua obra de arte. Qualquer dono de empresa deve ter nesse horário a clara visão da produtividade do seu dia, do que ainda falta fazer e finalizar sua programação, sempre mentalizando o sucesso. Todo cair de tarde me bate um sono, preciso cochilar, nem que seja encostada no banco da praça.
Imagina só sacar meu sax, nesse horário no qual todos ainda estão correndo como loucos e eu relaxando, tocando minha própria música? Demais!
Curtir a família e amigos é relaxante qualquer dia da semana, após um dia de labuta. Mas, depois de tudo isso, caio em mim, porque o que amo mesmo é ser jornalista, pesquisar, descobrir, aprender, entrevistar, fuçar, criar, escrever, editar, reeditar e viajar na próxima pauta.
Já perceberam a quantidade de profissionais que quer pegar emprestado neurônios de outros? Eu pretendo criar esse novo negócio, por isso que quero aprender de tudinho: para ter mais clientes. Mas logo aviso, não será mais voluntário o empréstimo, de agora em diante vou cobrar, é o meu novo ramo de atuação.
Tem engenheiro que não sabe nada na prática, contrata pedreiros bons, dá ordens, mas nem sabe como executar, o pedreiro vai sempre ganhar mal, mas os patrões estarão sempre sendo apontados como os emergentes no mercado.
Alguém sabe como é que se presta serviço de consultoria? Vamos supor no ramo de direito, por exemplo, um advogado vai lá, oferece o serviço ao cliente, este por sua vez fica todo feliz que está contratando o melhor. O advogado liga para o colega de profissão e pergunta como ele faria se tivesse um caso assim ou assado e o advogado ganha o pãozinho quentinho e pronto do colega, é só transformar nas peças certas e vem o veredicto: fiz bonito com o chapéu alheio.
Em restaurantes, só sabem pensar em como o chef é bom, mas ninguém sabe como aqueles legumes foram cortados tão certinhos para se transformar naquele lindo e delicioso prato.
A família está bem organizada e feliz? Com certeza, tem alguém que está se esforçando para por tudo nos trilhos e sair perfeito. Talvez seja a mãe, o pai, os avós, a secretária do lar. Mas no dia que falarem que os filhos foram bem criados, ninguém vai pensar quem estava contribuindo para tudo isso.
Boa parte dos empresários também não sabe como funciona cada departamento de sua empresa, não é a toa que muitas empresas quebram, mesmo a ideia sendo genial. Para gestar algo, tem que se conhecer com profundidade o universo que há por traz daquela simples ideia. Concorrentes, organização comercial e administrativa, passo a passo da produção, logística, leis, contabilidade, perfil de clientes, nível de satisfação dos colaboradores e muitos outros detalhes que são pertinentes a cada tipo de empresa.
Quando observamos profissionais que fizeram curso superior e até pós, mas que ainda não conseguem realizar seu trabalho com segurança, fico logo imaginando que há um nicho de mercado muito bom nesse de se emprestar neurônios, porque é um tal de pedirem modelos prontos para tentarem fazer igual. Talvez seja porque os professores estejam indicando aos alunos que vejam outros trabalhos semelhantes para poderem desenvolver o deles, sem explicar que existe uma fórmula básica nesse aprendizado: não copiar, só observar.
Não me meto a analisar outras áreas do saber, mas na de comunicação, por exemplo, não adianta olhar um trabalho de assessoria montado para uma empresa de aparelhos de som e querer fazer um igual para um escritório de advocacia. Cada área tem sua peculiaridade, deve ser analisada como um objeto único. Lógico que algumas fórmulas são básicas e podem ser aplicadas para qualquer uma, no entanto, se o maior problema da empresa é na parte de comunicação interna, não adianta apresentar um projeto voltado para inserir a empresa nos veículos de comunicação. Nem se pode enviar uma pauta sobre cães para uma revista só de pássaros. Perder uma entrevista praticamente agendada para um cliente; não saber convencer o assessorado do quanto aquele assunto é importante e deve ser concedida a entrevista; não participar de um evento que o assessorado pediu a presença... Mas está me dando um nó na cabeça pensar em todas as coisas absurdas que já ouvi! E sabe o que falta: neurônios.
Talvez seja por isso que a melhor parte do dia nessa semana toda para mim, foi a do cochilo, mesmo não sendo aposentada.
Continuando meus devaneios, adoraria poder atuar em mais de uma profissão, em atividades totalmente desafinadas, como por exemplo acordar engenheira, lá pelas 10 me tornar cozinheira, pelas 14 ser dona do negócio, às 17 ser aposentada de carteirinha e dormir onde estiver, lá pelas 19 ser saxofonista, às 21 já estar no aconchego do lar com as crianças, curtindo a vida familiar, mas meia noite é a hora “D”, volto ao meu habitat natural e continuo na deliciosa profissão de jornalista.
Nem pensem que chutei os horários, cada um tem seu motivo. A meu ver, toda construção deve ter seu pico alto de produção pela manhã, basta ver pesquisas sobre importância da claridade e índices de produtividade. Duas horas antes do almoço, as cozinheiras já estão com quase tudo pronto para satisfazer seus clientes e só estão finalizando seus pratos, porque é muito chato ter que picar cebola e outros temperos, mais gostoso é jogar tudo na panela e ir desenhando sua obra de arte. Qualquer dono de empresa deve ter nesse horário a clara visão da produtividade do seu dia, do que ainda falta fazer e finalizar sua programação, sempre mentalizando o sucesso. Todo cair de tarde me bate um sono, preciso cochilar, nem que seja encostada no banco da praça.
Imagina só sacar meu sax, nesse horário no qual todos ainda estão correndo como loucos e eu relaxando, tocando minha própria música? Demais!
Curtir a família e amigos é relaxante qualquer dia da semana, após um dia de labuta. Mas, depois de tudo isso, caio em mim, porque o que amo mesmo é ser jornalista, pesquisar, descobrir, aprender, entrevistar, fuçar, criar, escrever, editar, reeditar e viajar na próxima pauta.
Já perceberam a quantidade de profissionais que quer pegar emprestado neurônios de outros? Eu pretendo criar esse novo negócio, por isso que quero aprender de tudinho: para ter mais clientes. Mas logo aviso, não será mais voluntário o empréstimo, de agora em diante vou cobrar, é o meu novo ramo de atuação.
Tem engenheiro que não sabe nada na prática, contrata pedreiros bons, dá ordens, mas nem sabe como executar, o pedreiro vai sempre ganhar mal, mas os patrões estarão sempre sendo apontados como os emergentes no mercado.
Alguém sabe como é que se presta serviço de consultoria? Vamos supor no ramo de direito, por exemplo, um advogado vai lá, oferece o serviço ao cliente, este por sua vez fica todo feliz que está contratando o melhor. O advogado liga para o colega de profissão e pergunta como ele faria se tivesse um caso assim ou assado e o advogado ganha o pãozinho quentinho e pronto do colega, é só transformar nas peças certas e vem o veredicto: fiz bonito com o chapéu alheio.
Em restaurantes, só sabem pensar em como o chef é bom, mas ninguém sabe como aqueles legumes foram cortados tão certinhos para se transformar naquele lindo e delicioso prato.
A família está bem organizada e feliz? Com certeza, tem alguém que está se esforçando para por tudo nos trilhos e sair perfeito. Talvez seja a mãe, o pai, os avós, a secretária do lar. Mas no dia que falarem que os filhos foram bem criados, ninguém vai pensar quem estava contribuindo para tudo isso.
Boa parte dos empresários também não sabe como funciona cada departamento de sua empresa, não é a toa que muitas empresas quebram, mesmo a ideia sendo genial. Para gestar algo, tem que se conhecer com profundidade o universo que há por traz daquela simples ideia. Concorrentes, organização comercial e administrativa, passo a passo da produção, logística, leis, contabilidade, perfil de clientes, nível de satisfação dos colaboradores e muitos outros detalhes que são pertinentes a cada tipo de empresa.
Quando observamos profissionais que fizeram curso superior e até pós, mas que ainda não conseguem realizar seu trabalho com segurança, fico logo imaginando que há um nicho de mercado muito bom nesse de se emprestar neurônios, porque é um tal de pedirem modelos prontos para tentarem fazer igual. Talvez seja porque os professores estejam indicando aos alunos que vejam outros trabalhos semelhantes para poderem desenvolver o deles, sem explicar que existe uma fórmula básica nesse aprendizado: não copiar, só observar.
Não me meto a analisar outras áreas do saber, mas na de comunicação, por exemplo, não adianta olhar um trabalho de assessoria montado para uma empresa de aparelhos de som e querer fazer um igual para um escritório de advocacia. Cada área tem sua peculiaridade, deve ser analisada como um objeto único. Lógico que algumas fórmulas são básicas e podem ser aplicadas para qualquer uma, no entanto, se o maior problema da empresa é na parte de comunicação interna, não adianta apresentar um projeto voltado para inserir a empresa nos veículos de comunicação. Nem se pode enviar uma pauta sobre cães para uma revista só de pássaros. Perder uma entrevista praticamente agendada para um cliente; não saber convencer o assessorado do quanto aquele assunto é importante e deve ser concedida a entrevista; não participar de um evento que o assessorado pediu a presença... Mas está me dando um nó na cabeça pensar em todas as coisas absurdas que já ouvi! E sabe o que falta: neurônios.
Talvez seja por isso que a melhor parte do dia nessa semana toda para mim, foi a do cochilo, mesmo não sendo aposentada.
Assinar:
Postagens (Atom)