quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por que o preconceito?

Há muitos anos diziam que uma pessoa depois dos 50 anos já não conseguia arrumar bons empregos. Nunca entendi muito bem esse preconceito, afinal, experiência não conta?

Mas o preconceito e a falta de oportunidades estão ficando piores, até órgãos governamentais estão restringindo a idade para prestar concurso público. Podem conferir no site, o concurso anunciado em março desse ano:

Vou até copiar aqui a parte que interessa para não perderem tempo:

3 - DAS INSCRIÇÕES

3.1 - DAS CONDIÇÕES PARA A INSCRIÇÃO

...

3.1.2 - São condições necessárias à inscrição:

...

b) ter menos de 36 (trinta e seis) anos de idade no primeiro dia do mês de janeiro de 2012, (nascidos a partir de 02/01/1976, inclusive);

...

Por que será que ter mais que 36 anos atrapalha para profissionais formados em Administração; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas;Comunicação Social; Direito; Estatística; História; Informática; Letras (Língua Portuguesa); Psicologia; Serviço Social?





domingo, 4 de setembro de 2011

Absurdos governamentais

Um primo meu disse que prefere a performance da “degustadora de palavras” (www.degustadoradepalavras.blogspot.com ), mas ao ler coisas como essa, vê se dá para ser o tempo todo feliz e manter uma escrita leve e saborosa? Infelizmente, se analisarmos todas as notícias políticas e econômicas do Brasil, haveremos todos de ser mais reclamões que degustadores.

Recebi um link, já faz um tempinho, sobre a abertura de concurso público para a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas e qual não foi minha surpresa ao deparar com os salários. Aliás, a abertura da notícia entusiasma qualquer um: "132 vagas e salários de até R$ 11.603,90 na Assembléia Legislativa - AM". Dirimindo dúvidas: o salário para procurador será de R$ 11.603.90 e para Analista de Controle, que nem sei que raio de profissão é essa, é de R$ 7.230,67. Agora pasmem comigo, para cargos como contador, médico, jornalista, enfermeiro, fisioterapeuta, pedagogo, economista, engenheiro e outras profissões, o salário será de R$ 1.533,89. Se quiserem comprovar, procurem o Edital nº 0001/2011-ALE-AM, de 20 de junho de 2011 no site: www.isaeamazonia.org.br/concursos/aleam11.

E agora me digam, dá para não reclamar?


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Chupa uma balinha de maracujá, chupa!

Alguma vez, depois de seu vôo atrasar quase 3 horas para decolar, você ouviu de um dos tripulantes o seguinte pedido de desculpa: “Pedimos desculpas pelo atraso, sei que alguns de vocês podem ter ficado magoados ...” Nem vou completar a frase, afinal de contas é lógico que quando ouvi essa palhaçada de “ficarmos magoados” com um atraso de vôo desses, nem prestei atenção no resto, já queria ir lá perguntar ao cidadão se ele tinha noção do que significa “ficar magoado”.

Imagina passarmos quase 3 horas sentados literalmente no chão do saguão de espera, já que não havia cadeira suficiente para a quantidade de pessoas que aguardavam para embarcar, sem nenhuma explicação e ainda termos que ouvir uma bobagem dessas.

Sem contar que durante a compra da passagem fiz a escolha da poltrona 12 e quando cheguei no check in me disseram que seria a 33, porque aquela escolha foi só uma pré-escolha e não há explicação plausível, simplesmente é assim.

Fiquei até na dúvida, se a equipe da TAM distribuiu balinha de maracujá para nos acalmar por conta do atraso de quase 3 horas, para nos fazer esquecer que nos trocaram de poltrona ou se foi para acabar com “a nossa mágoa” ao ouvir essas insanidades!

domingo, 31 de julho de 2011

Desgostando e reclamando

Agora meu chefe diz que sou reclamona que nem minha mãe, é mole? Mas veja se não temos razão mamãe e eu de reclamar.

Fomos a um restaurante especialista em comida árabe, pedimos o tal rodízio que não é barato e sinceramente, metade das coisas servidas não tinha gosto, parecia sem tempero. Eu já comi em diversos restaurantes árabes e conheço o gosto da boa comida deles. Veio uma mijadra bonita, mas sem gosto, charutos de folha de uva e de acelga também sem gosto e um recheio beirando ao quase sem recheio. Minha mãe sabe fazer tudo isso e mesmo não tendo descendência árabe, todos os pratos que faz são nota mil, como até frio de tão bom que é. Paguei tudo sem reclamar porque gosto não se discute, mas não volto mais lá.

Mas o pior foi o ocorrido nesta quinta-feira no restaurante Bovinu’s do Vale do Anhangabaú. Entre outras coisas, peguei um pedaço de lasanha de brócolis e lógico que deixei para o final, porque era o que teria de mais gostoso no meu prato. Que decepção! Uma única garfada e constatei um gosto ruim, meio amargo. Meu amigo pediu para provar e disse o mesmo que o sabor estava amargo.

Avisei o garçom que retirou o prato e chamou o gerente. Esse simplesmente foi até o buffet, pegou um pedaço da lasanha e foi para dentro da cozinha. Quando voltou ficou rodando no restaurante e nada de voltar na mesa. Fiquei olhando firmemente para ele, até que resolveu voltar na minha mesa na maior cara de pau e me dizer que eu estava estranhando porque mudaram a marca do queijo. Insistindo nesse discurso, mesmo quando tornei a falar que é bem diferente estranhar queijo e estar gosto ruim. Bom, grotescamente o fulano me perguntou o que eu queria e respondi que queria que descontasse o peso da lasanha do meu prato. Grotescamente ele pegou minha comanda levou ao caixa e bateu pago, voltou e me perguntou grotescamente: - Está bom assim? A Senhora pode pegar sobremesa e pedir café. Respondi muito obrigado não quero e sai para nunca mais voltar.

Será mesmo que sou reclamona à toa? Se esse gerente prezasse atender bem um cliente ele não teria descontado o peso da lasanha da minha comanda logo que fiz a reclamação? Está correto efetivar um atendimento dessa forma, duvidando da minha palavra, indo provar e ainda tendo a cara de pau de me dizer que era só uma questão de marca, como se eu fosse muito enjoada?

Se alguém realmente acha que reclamo à toa, por favor me explique, quem sabe consigo mudar esse meu jeitinho. Mas vou tentar provar antes o outro lado dessa reclamona, a que reconhece um bom atendimento, mas vou contar lá no www.degustadoradepalavras.blogspot.com

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Briguenta eu? Será que não tenho razão?

Não é que meu amigo Greghi me tachou de briguenta, só porque pedi meu dinheiro de volta numa casa noturna que me prometeu um show de forró pé de serra e me causou foi é desgosto com aquela música eletrônica. Mas olhe que a tal casa de forró pé de serra que fica na beira da praia de Jatiúca, que elogiei tanto também merecia uma reclamação e não é porque sou briguenta não, mas levo muito a sério a satisfação do cliente, não admito que me ludibriem.

O grupo que toca no "Lampião" é ótimo, fomos bem atendidos. O show da Nega Maluca foi maravilhoso, rimos muito, até doer a boca. Mas, por sorte daqueles alagoanos, só fui ouvir os 2 CD's que comprei lá no Lampião quando cheguei em São Paulo e aquilo que me garantiram ser uma gravação dos grupos que tocavam na casa, não passa de uma gravação mal feita de músicas que puxaram da internet. Portanto, quando viajarem para Maceió, fiquem atentos, não comprem nada que não possam testar a qualidade, porque o povo de lá não é lá muito confiável, acho que curtem a ideia de enganar os turistas. Ainda acham que sou briguenta?

sábado, 25 de junho de 2011

Quero meu dinheiro de volta

Não sou obrigada a pagar por algo que não quero ver, principalmente se me sinto ludibriada. Onde já se viu dizer que é show para turista e apresentar uma porcaria daquelas. Fiquei muito brava mesmo.

Em qualquer cidade que eu vou sempre pergunto o que há de bom, que represente a terra, a população local. Lógico que em Maceió eu queria ver Forró Pé de Serra e me indicaram 2 lugares: Lampião e Maikai. Disseram até que esse Maikai tinha shows para turista toda quarta-feira. Lampião fui e amei. Forró Pé de Serra de qualidade. Paguei R$ 8 de couvert artístico com gosto.

Quarta-feira, por volta de 22 h, pergunto ao segurança tem show de Forró Pé de Serra?
A resposta imediata foi: Tem e já está rolando. Nem pestanejei, vamos entrar correndo. Paguei os R$ 25 da entrada, meus 2 amigos também e fomos surpreendidos por uma banda eletrônica, tocando forró com guitarra, teclado, bateria, baixo e sei lá eu mais que parafernália. Menininhos e menininhas estavam ali, contratados pela casa para nos levar para dançar o tal forró universitário, que me recuso até a escrever com letras maiúsculas, porque quem conhece o autêntico forró não consegue ouvir outro que não o original Pé de Serra.

Esperei mais de 1 hora e nada de entrar os músicos do Forró Pé de Serra. Levantei e fui falar com um garçom, porque era um custo até para eles irem até a mesa. Ele logo chamou o gerente.

- Quando vão tocar Forró Pé de Serra?
- Já está tocando.
- Isso não é Forró Pé de Serra. Forró Pé de Serra tem 3 instrumentos básicos: Zabumba, Triângulo e Sanfona e não estou vendo nenhum desses no palco.
- É que o grupo do Forró Pé de Serra teve um problema e não vai poder se apresentar hoje.
- Então eu quero meu dinheiro de volta, porque na porta vosso segurança disse que era Forró Pé de Serra.
- Não, é que os guias locais vendem errado para vocês turistas.
- Ninguém me vendeu errado, foi o vosso segurança que afirmou que eu ouviria Forró Pé de Serra e eu quero meu dinheiro de volta.
- Mas a banda não é boa?
- Pode ser para vocês daqui. Para mim não. Eu só gosto de Forró Pé de Serra e se não vai ter, quero meu dinheiro de volta porque fizeram propaganda enganosa.

Bom, ficou numa ladainha querendo me enrolar, mas não arredei um milímetro da minha decisão. Uma meia hora depois ele voltou com o dinheiro das nossas entradas, pagamos a bebida e fomos embora.

No dia seguinte fomos comer pizza, antes de entrar meu amigo pediu para eu esperar ele acabar de comer a pizza, para depois pedir nosso dinheiro de volta. Mas como o uruguaio atendeu a gente muito bem e a pizza estava boa, paguei sem pestanejar. Como podem ver, até pizza de uruguaio é boa, porque o forró do Maikai não podia ser Pé de Serra, representando a terra natal?

sábado, 18 de junho de 2011

Saudade do Forró Pé de Serra

O gostoso de se ir para a região do nordeste é poder ouvir excelentes músicos tocando da forma tradicional um dos mais deliciosos ritmos brasileiros: o forró, mas não esse das bandas eletrônicas, falo do autêntico, aquele herdade de Luiz Gonzaga e outros bons compositores como Flávio José, Zezo, Alccyoli Neto, Jorge Filho, Fagner, Alceu Valença e tantos outros. Há muitos compositores desconhecidos, que estão ou não em nossas lembranças que deveriam ser homenageados.

Até arrepia ver no palco a zabumba, o triângulo e a sanfona, é como se me transportasse para um passado que não vivi, de onde nasceu esse ritmo que penetra na mente da gente feito um vício.

Então fica aqui um protesto contra os participantes da "Dança dos Famosos" do programa do Faustão que tem pego músicas que não foram compostas originariamente no ritmo do forró, interpretadas por bandas eletrônicas, deixando de privilegiar os melhores forrós, compositores e intérpretes que esse Brasil possui.

E ainda digo mais, chamem alguns dos rapazes e das moças que encantam com o charme dos passos, de um bailado que só vi na Sala de Reboco em Recife-PE ou o Lampião em Maceió-AL e copiem, porque uma cópia dessas vale a pena. Nada de ficar jogando as moças para o alto ou para os lados, o forró nasceu para ser uma dança a dois, colada, apaixonante.